Rio de Janeiro, 19/01/1993. Centro, edifício-garagem. O banheiro estava diferente.

Eram umas três da tarde, terça-feira, véspera de feriado, as pessoas meio já se preparando para ir embora... e a bancada com as pias perto da entrada tinha sido arrancada, ou estava em obras.

Isto levaria, pensei, todos os usuários à bancada do fundo do banheiro, que normalmente era “point”. Alerta, pois. Hoje, nem todo mundo que estivesse em frente ao espelho saberia do que se tratava ali.

Uma panorâmica destacou logo o bigodinho do rapaz. Havia também um pirocão saindo do jeans no terceiro mictório, mas cara feia; e o bigodinho lá no último: cabelo pixaim, nariz delicado, dentes grandes e tortos, camiseta sem mangas, braços finos, mãos pequenas, bermuda folgada, tênis sem meia... e o bigodinho.

Nada mais tesudamente adolescente do que um bigodinho de rapaz! Mas tava lotado. Só os dois primeiros mictórios estavam vagos.

Plano B, portanto: primeiro mictório, bem no canto, de cara pra entrada, mas sem ser visto pelo porteiro. Bigodinho sacou e veio pro segundo, lugar arriscado: de costas para a entrada e quem entra pode ver o que se faz com as mãos.

Veio um outro junto, e deixaram lugar no meio. Bom, vamos lá. Virei com a calça aberta e o pau duro pra fora, e entrei no meio deles.

O outro já estava pronto, e Bigodinho sacudia, ainda meio mole, uma pica comprida, que brotava de um montinho de pentelhos na base da virilha rija e lisinha; e que espremia o saco molengo e meio peludo saindo da cueca vermelha.

E tanto balançou que ficou duro, compridão e virado para a direita. Cabeça rosada pra dentro e pra fora, uncut, arroyo desnudo, ah! Pouco à vontade.

Só dava para olhar, olhar, aquele piruzão balançando e aqueles olhos tristes de empacotador de supermercado. Ele decidiu, guardou o pau e mudou pro terceiro que ficara livre.

Automático, guardei e mudei também, e o outro veio atrás. Quando notou o trenzinho atrás de si, achou graça e sorriu o suficiente para não baixar o tesão.

Paus para fora de novo e começa o mostra-e-olha, agora de frente pra entrada e com as mãos livres do olhar de quem entra.

Eu abaixava a lateral da calça, mostrando a marca de sunga, levantava meu saco com os dedos e ele fazia igual. Acariciei seus pentelhos e seu saco, pensado “porra, vamos ver se ele libera uma pegadinha no meu também”.

Bigodinho largava a punheta, esperando que eu pegasse no pau dele, e acabei pegando, pra ver se ele se animava.

Eu já quase gozando, curtindo a sensação de que o pessoal atrás de nós via o lance e meio me flagrava segurando o pau do cara, até que ele trouxe a mão e nos tocamos aquela punheta meio desajeitada, olho no olho, olho no espelho, olho no outro, que já não era o mesmo, já era outro, excitadão com os dois melhores caras do banheiro se fazendo, nem aí pra nada.

Pegou meu saco, alisei sua coxa, lambuzou meu pau com o molhadinho da cabeça, enfiei os dedos debaixo do seu saco e comprimi a base do compridão. Bigodinho gemeu baixinho e gozamos quase juntos.

Um último olho, uma porradinha leve com meu punho em seu braço, acenos quase imperceptíveis com as caras muito sérias e cada um pro seu lado.

Pias, torneiras, água, último olhar cruzado, macho e cúmplice.

Saiu batido, pelo espelho, eu vendo. Cabou...


Autor: vainqueur
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FONTE - Conto Retirado da Internet.