Um Encontro Noturno na Baixa
24/03/2026

Ao longo dos anos, vivi encontros esporádicos, breves, intensos, muitas vezes em locais improváveis: praias de nudismo, jardins à meia-luz, cinemas quase vazios ou recantos discretos da cidade. Nestes, fui sempre o recetor de gestos íntimos, mas há uma experiência que permanece viva na minha memória como um tesouro raro, singular, quase mítico.
Foi já há bastante tempo, numa madrugada serena, enquanto regressava a pé a casa. Fui abordado por um homem de meia-idade, notavelmente atraente, que, com voz suave e olhar envolvente, me ofereceu sexo oral. Inicialmente recusei, por educação e pela hora tardia, mas a sua persistência delicada despertou em mim um desejo inesperado, suficiente para transformar um “não” num “sim”.
Seguimos então para o seu apartamento, algumas centenas de metros dali. Na sala, em penumbra, apenas iluminada pela luz difusa dos candeeiros da rua que se filtrava pelas janelas, despi-nos em silêncio. Deitámo-nos sobre um tapete macio, completamente nus, entregues à escuridão e à promessa de um prazer mútuo.
Tudo começou com beijos suaves no pescoço, lambidelas nas orelhas, lábios que se entrelaçavam aos meus, línguas que dançavam em cumplicidade. Depois, beijos pelo peito, pela barriga, pelas virilhas… até que, posicionando-se com os pés virados para a minha cabeça, envolveu o meu pénis com os lábios e começou a chupar com uma doçura e intensidade que me arrebataram por completo.
À medida que os meus olhos se habituavam à penumbra, comecei a distinguir o seu corpo e, mais precisamente, o seu pénis depilado e ereto, ali tão perto do meu campo de visão. Movido por um impulso de desejo, estendi a mão e acariciei-o suavemente. Foi como se tivéssemos entrado numa nova dimensão de intimidade: ele gemeu, intensificou a sucção, e eu, sem hesitar, dirigi aquele pedaço de desejo à minha boca.
Lambi-o, chupei-o, entreguei-me por inteiro, foi maravilhoso desfrutar do prazer de saborear aquele maravilhoso pénis enquanto ele se satisfazia com o meu. Foi a primeira vez que partilhei este tipo de cumplicidade com outro homem, e tornou-se um momento verdadeiramente inesquecível.
Desde então, nunca mais vivi algo semelhante. Os encontros seguintes limitaram-se a gestos rápidos, sempre como receptor, em locais pouco propícios à entrega, à cumplicidade ou à verdadeira conexão.
Hoje, com mais maturidade (61 anos) e consciência do que desejo, procuro alguém para repetir esse memorável momento...


Autor: Karlos
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FONTE - Conto Enviado pelo Internauta.